<  Janeiro 2009  >
S T Q Q S S D
      1 2 3 4
5 6 7 8 9 10 11
12 13 14 15 16 17 18
19 20 21 22 23 24 25
26 27 28 29 30 31  
Buscar
Receba os posts
Terra Blog

04.05.08

O valor da Comunicação

Sempre me considerei uma pessoa dividida (amores, amizades, cidades, planos). E por muito achei que isso fosse ruim. Era sinônimo de indecisão. Fazer o quê, pra quê, onde morar, quem escolher pra amar, por quê?!...

Hoje, a suposta indecisão é o meu maior trunfo. A profissão contribuiu muito para dilatar a consciência, conhecer e aceitar ambientes, gentes, coisas, razões... Sobretudo, a insatisfação com o ofício. Tenho pouco tempo nessa vida pós-faculdade, mas já percorri muitos “quilômetros” (nos últimos tempos, literalmente -- cerca de 300 por dia).

No entanto, só agora descubro que o diploma recebido não é uma camisa-de-força reducionista encerrada na palavra Jornalismo. E se pudesse deixar um conselho para o estudante que, desavisado como eu, caiu numa faculdade que “ensina nossa profissão” -- ou mesmo para um colega recém-formado --, eu diria: enxergue e esmiúce bem as duas palavras que vêm antes de “Habilitação Jornalismo”, registradas na ficha do Vestibular ou estampadas no diploma guardado na gaveta.

Sim, porque o curso, na verdade, é de Comunicação Social. E o meu atual desafio tem sido descobrir suas possibilidades. Inúmeras e excepcionais.

 

O que mais tem valido a pena?!...

Atualmente, a Comunicação tem me proporcionado sorrisos sinceros e singelos, abraços que curam nós na garganta, que preenchem buracos no peito, palavras que cicatrizam feridas, além de reflexões que transcendem a mera funcionalidade do raciocínio dedutivo.

Ela me aproxima de sentimentos singulares, sem qualquer cortina de falsidade. Faz-me entender cotidianamente o sentido da compaixão -- muito diferente do sentimentalismo revestido de pena, que impõe valas entre seres humanos.

 

O ofício também me faz sofrer o sofrimento alheio, mas a empatia (o ver, sentir, se colocar no lugar do outro) conforta-me -- tanto nas minhas como nas outras angústias.

Obviamente, há muito o que aprender. Muito mais do que a ensinar. Mas só temos essa percepção quando aceitamos nossos equívocos e renunciamos a uma estabilidade (onde todos nos reconhecem, valorizam, elogiam) e optamos por mudar (interna ou externamente) e (re) descobrir.

 

O novo nem sempre é mais difícil, mas mete medo, desafia. O mais importante, contudo, é que nos faz acreditar no valor das amizades, das relações humanas.  Porque não existe nada mais desolador que duvidar de sua própria condição.

 

 

  • criado por  Luci criado por Luci
  • Postado em 12:13:40
2 comentários
Comente este post:




Seu e-mail não será mostrado neste site.




tags XHTML permitidas: <p, ul, ol, li, dl, dt, dd, address, blockquote, ins, del, a, span, bdo, br, em, strong, dfn, code, samp, kdb, var, cite, abbr, acronym, q, sub, sup, tt, i, b, big, small>
URLs, e-mail's, AIM e ICQs serão convertidos automaticamente.